Hoje o tema cidadania é um tanto polêmico em relação ao seu verdadeiro significado. Assim, quando se fala em cidadania analisa-se que a mesma não é um conceito padrão, mas um conceito histórico que varia no tempo e espaço, de cultura a cultura, de povo para povo. Não há, ainda, um padrão de cidadania em nível universal, por isso, é diferente ser cidadão na Itália e ser cidadão no Brasil, uma vez que os Estados definem os direitos e deveres de seus cidadãos, e esses direitos e deveres atendem às concepções sociais, econômicas, políticas e ideológicas de cada Estado.
É de se verificar que a cidadania instaurou-se a partir de diversos processos, de lutas, os quais romperam ideologias e formas então vigentes e passaram a estruturar novos caminhos a partir dos direitos dos cidadãos.
Percebe-se que a humanidade tem sua história talhada na busca por poder e a cidadania está mascarada e oprimida, mas é importante enfocar que não é o progresso nem os avanços científicos que causam os problemas mas é a forma como os mesmos são utilizados. Portanto, deve haver mudanças urgentes.
Para se construir e garantir a cidadania, é preciso que se empenhem todas as forças para idealizar uma nova sociedade igualitária, voltada para o direito à vida de todos, a uma igualdade social, a uma dignidade humana e a preservação dos direitos fundamentais de todos os cidadãos.
Sabe-se que se está em uma crise de credibilidade e de confiança, mas mudanças podem e devem ocorrer, mesmo que de forma gradativa, pois as mesmas são necessárias para a sobrevivência não somente do ser humano, como do planeta. Faz-se necessária uma cooperação de todos os setores que integram a sociedade, para que surja uma nova visão das doutrinas sociais e da pós-modernidade.