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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Reflexão

"Oh, a humanidade vive triste condição!
Nasce sob uma Lei, mas prendem-na a outra:
Tende à vaidade, querem-na humilde,
Surgiu enferma e querem-na saudável:
O que quer a natureza com essa dúbia Lei?
E assim os dilaceram a Razão e a Paixão!"
Fonte: Fulke Greville, Lorde Brooke, "Chorus sacerdotum", de Mustapha.


sábado, 10 de dezembro de 2011

Reflexão

"O que a experiência e a história ensinam é isso - que as pessoas e os governos jamais aprenderam nada com a história, nem agiram segundo princípios dela deduzidos." (Hegel, Filosofia da história).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Se eu pudesse deixar algum presente à você....


Deixaria acesso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável.

Além do pão, o trabalho.

Além do trabalho, a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída!!!

Mahatma Gandhi"

domingo, 4 de dezembro de 2011

Os sonhos são como vento, você os sente, mas não sabe de onde eles vieram e nem para onde vão. Eles inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, abrem a inteligência do cientista, dão ousadia ao líder. Eles nascem como flores nos terrenos da inteligência e crescem nos vales secretos da mente humana, um lugar que poucos exploram e compreendem.


Quando o homem explorar intensamente o pequeno átomo e o imenso espaço e disser que domina o mundo, quando conquistar as mais complexas tecnologias e disser que sabe tudo, então ele terá tempo para se voltar para dentro de si mesmo. Nesse momento descobrirá que cometeu um grande erro. Qual?

Compreenderá que dominou o mundo de fora, mas não dominou o mundo de dentro, os imensos territórios da sua alma. Descobrirá que se tornou um gigante na ciência, mas que é um frágil menino que não sabe navegar nas águas da emoção e que desconhece os segredos que tecem a colcha de retalhos da sua inteligência.

Quando isso ocorrer, algo novo acontecerá. Ele encontrará pela segunda vez a sua maior invenção: a roda. A roda? Sim, só que dessa vez será a roda da emoção. Encontrando-a, ele percorrerá territórios pouco explorados e, por fim, encontrará o que sempre procurou: o amor, o amor pela vida e pelo Autor da vida.

Ao aprender a amar, o homem derramará lágrimas não de tristeza, mas de alegria. Chorará não pelas guerras nem pelas injustiças, mas porque compreendeu que procurou a felicidade em todo o universo e não a encontrou. Perceberá que Deus a escondeu no único lugar em que ele não pensou em procurá-la: dentro de si mesmo.

Augusto Cury

Natal 2011

Precisamos olhar o mundo de hoje com os olhos do mundo de amanhã, não com os do mundo de ontem. Ora, os olhos de amanhã são os olhos planetários. As fronteiras são as ruínas, ainda de pé, de um mundo em revolução.

A humanidade é um artista. O artista cria simplesmente porque faz viver e cantar o mundo em si, e faz viver – e o canta a seu modo – porque ele o ama. O artista pensa no mundo. Ele pensa no que vê, pensa no que escuta, pensa no que sente. O artista humanidade se apaixona pelo mundo. Os seres que ele encontra, os meios que atravessa não são cenários, conjuntos de coisas mortas, limites e estruturas congeladas. O mundo é o ser metamórfico e vivo, infiltrado por virtudes, capaz de aprender e crescer, com quem ele está numa relação de amor, com quem ele dança a cada segundo. É porque o mundo começa a se parecer com o mundo do artista: um mundo artista.
Somos céus atravessados por nuvens de energia vindas da profundidade dos tempos. Quanto mais acreditamos que somos alguém, mais somos ninguém. Quanto mais sabemos que não somos ninguém, mais somos alguém.

Pierre Lévy.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Que absurdo

"Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos." (http://missaodomilenio.blogspot.com/2010/03/pedofilia-oficial-casamento-coletivo-de.html)

http://missaodomilenio.blogspot.com/2010/03/pedofilia-oficial-casamento-coletivo-de.html
Como aceitamos essa situação na atualidade.
Grandes descobertas são feitas, o mundo busca a inovação, a sociedade sempre o melhor e ainda deixamos que crianças sejam massacradas no mundo.
Até quando aceitaremos pagar esse preço....
Até quando a hipocrisia reinará em nossa sociedade moderna.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Para refletir

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos". Charles Chaplin

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/karlinha/files/2010/10/charleschaplin-270x300.gif

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cidadania para quem?

Hoje o tema cidadania é um tanto polêmico em relação ao seu verdadeiro significado. Assim, quando se fala em cidadania analisa-se que a mesma não é um conceito padrão, mas um conceito histórico que varia no tempo e espaço, de cultura a cultura, de povo para povo. Não há, ainda, um padrão de cidadania em nível universal, por isso, é diferente ser cidadão na Itália e ser cidadão no Brasil, uma vez que os Estados definem os direitos e deveres de seus cidadãos, e esses direitos e deveres atendem às concepções sociais, econômicas, políticas e ideológicas de cada Estado.

É de se verificar que a cidadania instaurou-se a partir de diversos processos, de lutas, os quais romperam ideologias e formas então vigentes e passaram a estruturar novos caminhos a partir dos direitos dos cidadãos.

Percebe-se que a humanidade tem sua história talhada na busca por poder e a cidadania está mascarada e oprimida, mas é importante enfocar que não é o progresso nem os avanços científicos que causam os problemas mas é a forma como os mesmos são utilizados. Portanto, deve haver mudanças urgentes.

Para se construir e garantir a cidadania, é preciso que se empenhem todas as forças para idealizar uma nova sociedade igualitária, voltada para o direito à vida de todos, a uma igualdade social, a uma dignidade humana e a preservação dos direitos fundamentais de todos os cidadãos.

Sabe-se que se está em uma crise de credibilidade e de confiança, mas mudanças podem e devem ocorrer, mesmo que de forma gradativa, pois as mesmas são necessárias para a sobrevivência não somente do ser humano, como do planeta. Faz-se necessária uma cooperação de todos os setores que integram a sociedade, para que surja uma nova visão das doutrinas sociais e da pós-modernidade.

Somália: o país dos esquecidos




Será que esquecemos quem somos nessa sociedade dita moderna!!!!
Deixamos para trás valores importantes como a fraternidade e a solidariedade esquecendo que no planeta tem muitas vidas que dependem de nós.
Seres humanos, alguns em vulnerabilidade extrema e outros com tudo o que possam sonhar e ter.
Será que um dia teremos um mundo solidário e fraterno......

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um problema social

A racionalidade econômica e a busca desenfreada de poder em suas diversas esferas potencializam uma devastadora ameaça aos ecossistemas naturais e as sociedades em desenvolvimento. Assim, o almejado desenvolvimento econômico provoca destruições das condições fundamentais da sustentabilidade e humanas, ao passo que os estímulos dos bens de consumo e dos bens naturais provocam catástrofes.

A ânsia humana neurótica, de criar, de poder e de ascensão não nasce de uma força transformadora, mas sim da debilidade. A ambição camuflada, incrustada na alma, é um impulsivo desejo de êxito reprimido, que não permitirá ao homem enxergar que ele não é o melhor, e nem o único que sabe viver.

Aspectos destrutivos se sobrepõem à beleza da complexidade natural, à beleza da sincronia entre os seres que levará, infelizmente, à destruição. Nesse sentido, o projeto da civilização deve buscar a unificação do mundo, a partir dos limites de uma racionalidade sustentável e de um consumo controlado. Somente assim, a história se abrirá para um novo significado do ser, para uma racionalidade produtiva fundada nas potencialidades da natureza, buscando o verdadeiro sentido do tempo e do existir.

É preciso um novo sentido para reconstruir a história, levantar-se das cinzas, buscar um novo sentido à vida, vez que a complexidade é parte da sustentabilidade. Sendo assim, faz-se, necessário produzir a disjunção entre o ente e o ser, para abrir caminho à racionalidade, criando uma pós-modernidade ordenada e sustentável.

A ciência, a razão, a pós-modernidade, o consumo, não são ideais distintos, mas compatíveis, passíveis de adaptação e de sistematização. Assim, aprender a complexidade pode significar, desconstrução e a construção do todo.


Quem é o homem?

Ser racional capaz de conquistar o mundo,


Ir a lua,

Descobrir a cura de doenças através de pesquisas,

Capaz de conquistar povos e nações.



Ser também capaz de matar seus semelhantes,

Fomentar as desigualdades,

Destruir povos,

Massacrar a natureza e os animais,

Domesticar raças e explorá-las.



Afinal quem é esse Homem dito racional?

Será que esse caminho seguido não o levará a destruição?



Fala-se na complexidade das relações, da vida, do mundo

Mas essa complexidade só existe porque nós a fometamos

Quem somos na verdade...



Devastadores, destruidores, conquistadores....

Ou seres perdidos na flecha do tempo e no espaço.





Cleide Calgaro


O paradigma dos conceitos

Ao homem moderno as palavras sabedoria e razão significam pouco. Qual o sentido que se pode atribuir à sabedoria, no mundo atual, totalmente controlado pelas tecnologias, as quais se objetiva a ciência e o progresso? E qual o sentido que se pode dar à razão, se o homem age com uma visão antropocêntrica, o qual é dono e senhor de tudo? Se a sabedoria pode ser reduzida a ciência e a razão ao poder, a tendência à especialização das ciências e das tecnologias não dificultam a busca do conhecimento e da harmonia situados entre essas?
Muitas vezes, a sociedade atribui as palavras sabedoria e razão as pessoas mais velhas, tendo uma certa conotação de passado. Os velhos são rejeitados, não sendo respeitados e tratados como merecem, pois as pessoas vivem correndo atrás do que acham importante para si e se esquecem que um dia também serão velhos. Será, então, o mundo atual resultado da sabedoria e da razão ou simplesmente essas  permaneceram ineficazes e inúteis? Não estão a razão e a sabedoria, em suas  formas  conhecidas, vinculadas a uma espécie de aprovação do mundo, à uma ordem social, ou pelo menos, a uma simples atitude de aceitação, correndo o grave risco de ser co-responsável pelo triste conservadorismo? Assim, a razão e a sabedoria não possuem uma ligação com a idéia de passado? É o momento de quebrar os paradigmas e as amarras que nos cercam, lutar para que as palavras sabedoria e razão façam parte do presente que não sejam somente conceitos e sim realidades, pois somente assim teremos um mundo melhor, mais justo e fraterno tanto para as presentes como para as futuras gerações.

Você compraria um produto feito com trabalho escravo?

Hoje na sociedade dita moderna, voltada para uma visão cartesiana, onde o capitalismo impera no  planeta  e o lucro é o seu principal fundamento não pensa no indivíduo/cidadão.
Na atualidade, o objetivo da vida é o lucro e a compra de produtos, isto é, o prazer máximo, definido como satisfação de todos os desejos ou necessidades subjetivas de alguém.
Infelizmente, o homem moderno e globalizado parece incapaz de compreender a transcedência de uma sociedade que não esteja centrada na competição e desigualdades. Vive-se numa sociedade aquisitiva, na qual desejar, adquirir, possuir e obter lucro são direitos tidos como sagrados dentro do corolário de ideologia capitalista.
Atualmente se sabe que compramos vários produtos vindos de trabalho escravo e o que fazemos? Qual nossa atitude?
Vários inocentes são mortos por causa do “lucro” de alguns e qual a razão disso? Será que vale a pena tolerar esse absurdo?
E, quanto ao ser humano envolvido nisso, como fica?
Será que o lucro desmedido vale a pena?
Até quando vamos aceitar esse tipo de situação em nossa sociedade dita moderna.
Cleide Calgaro

Água: o problema mundial


 Todos os dias você escova os dentes, toma banho, lava as mãos, faz comida, lava a louça e a roupa, utiliza a descarga. Você já pensou o quanto tudo isso consome de água por dia?  Para passar das conjecturas aos dados, verifique em sua conta o total de metros cúbicos mensais e divida esse total por 30 dias e pelo número de pessoas que moram na sua casa. Assim, você terá a sua média individual diária calculada.  Somos hoje 6 bilhões de habitantes no planeta, com um consumo médio diário de 40 litros de água por pessoa.  Um europeu gasta de 140 a 200 litros por dia, um norte-americano, de 200 a 250 litros, enquanto em algumas regiões da África há somente 15 litros de água disponíveis a cada dia para cada morador. Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo médio diário por habitante da cidade de São Paulo é de 200 litros de água, considerado altíssimo. Há grande desperdício, isto é, os paulistanos deixam uma pegada ecológica excessiva, no que se refere à água. Certamente é possível melhorar muito! (http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/estilo_vida/)
Opinião: Será que efetivamente pensamos em nossos atos cotidianos? Até que ponto refletimos a partir desses pequenos atos.
Na percepção desta crise ecológica e de valores foi sendo, de certa maneira, configurado um conceito de ambiente como sendo uma visão do desenvolvimento da humanidade – antropocentrismo, tudo voltado ao fator “poder” -, que reintegra os valores da natureza, as extremidades sociais e, de certa forma, o paradoxo do mundo negando a racionalidade ética e conduzindo o progresso à modernização e a destruição do planeta e de seus recursos naturais. A exploração dos recursos naturais, no caso, a água, se manifesta como uma crise na civilização, de uma sociedade moderna, sendo o sintoma da vaidade humana, que acaba desencadeando um quadro de problemas tanto no campo ecológico, como social, como cultural, como político.
Cleide Calgaro