A racionalidade econômica e a busca desenfreada de poder em suas diversas esferas potencializam uma devastadora ameaça aos ecossistemas naturais e as sociedades em desenvolvimento. Assim, o almejado desenvolvimento econômico provoca destruições das condições fundamentais da sustentabilidade e humanas, ao passo que os estímulos dos bens de consumo e dos bens naturais provocam catástrofes.
A ânsia humana neurótica, de criar, de poder e de ascensão não nasce de uma força transformadora, mas sim da debilidade. A ambição camuflada, incrustada na alma, é um impulsivo desejo de êxito reprimido, que não permitirá ao homem enxergar que ele não é o melhor, e nem o único que sabe viver.
Aspectos destrutivos se sobrepõem à beleza da complexidade natural, à beleza da sincronia entre os seres que levará, infelizmente, à destruição. Nesse sentido, o projeto da civilização deve buscar a unificação do mundo, a partir dos limites de uma racionalidade sustentável e de um consumo controlado. Somente assim, a história se abrirá para um novo significado do ser, para uma racionalidade produtiva fundada nas potencialidades da natureza, buscando o verdadeiro sentido do tempo e do existir.
É preciso um novo sentido para reconstruir a história, levantar-se das cinzas, buscar um novo sentido à vida, vez que a complexidade é parte da sustentabilidade. Sendo assim, faz-se, necessário produzir a disjunção entre o ente e o ser, para abrir caminho à racionalidade, criando uma pós-modernidade ordenada e sustentável.
A ciência, a razão, a pós-modernidade, o consumo, não são ideais distintos, mas compatíveis, passíveis de adaptação e de sistematização. Assim, aprender a complexidade pode significar, desconstrução e a construção do todo.




