Ao homem moderno as palavras sabedoria e razão significam pouco. Qual o sentido que se pode atribuir à sabedoria, no mundo atual, totalmente controlado pelas tecnologias, as quais se objetiva a ciência e o progresso? E qual o sentido que se pode dar à razão, se o homem age com uma visão antropocêntrica, o qual é dono e senhor de tudo? Se a sabedoria pode ser reduzida a ciência e a razão ao poder, a tendência à especialização das ciências e das tecnologias não dificultam a busca do conhecimento e da harmonia situados entre essas?
Muitas vezes, a sociedade atribui as palavras sabedoria e razão as pessoas mais velhas, tendo uma certa conotação de passado. Os velhos são rejeitados, não sendo respeitados e tratados como merecem, pois as pessoas vivem correndo atrás do que acham importante para si e se esquecem que um dia também serão velhos. Será, então, o mundo atual resultado da sabedoria e da razão ou simplesmente essas permaneceram ineficazes e inúteis? Não estão a razão e a sabedoria, em suas formas conhecidas, vinculadas a uma espécie de aprovação do mundo, à uma ordem social, ou pelo menos, a uma simples atitude de aceitação, correndo o grave risco de ser co-responsável pelo triste conservadorismo? Assim, a razão e a sabedoria não possuem uma ligação com a idéia de passado? É o momento de quebrar os paradigmas e as amarras que nos cercam, lutar para que as palavras sabedoria e razão façam parte do presente que não sejam somente conceitos e sim realidades, pois somente assim teremos um mundo melhor, mais justo e fraterno tanto para as presentes como para as futuras gerações.

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